Romildo joga real sobre impacto financeiro e deve apertar elenco do Grêmio

Bolzan está preocupado com falta de verba por conta da paralisação e prevê cortes no Grêmio.

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Devido a paralisação do futebo, muitas equipes esportivas estão passando por situações difíceis em seus cofres. Por conta disso, a maioria dos clubes brasileiros mudou um pouco a forma de agir.

Os times estão sem verbas provenientes da televisão e da venda de interesses, sendo assim, os diretores estão saindo do foco de ir buscar novos nomes para negociar reajustes de salários e assim poder manter a folha de pagamento em dia.

Por conta disso, o cenário fica um pouco delicado e há a possibilidade de abrir algumas discussões, uma vez que ninguém vê com bons olhos a redução de sua renda mensal; por conta disso, está sendo cada vez mais difícil encontrar um resultado satisfatório.

Uma das primeiras equipes do Brasil a fazerem uma nova negociação com os salários de seus atletas foi o Grêmio. Mesmo que os jogadores já descartem o recebimento dos direitos de imagem para 2020, adiando-o para o próximo ano, Romildo Bolzan acredita que terá que chamar seus atletas para renegociarem seus salários.

O montante, que já foi reduzido, equivale de 30 a 40% do vencimento salarial dos jogadores. A folha mensal do Grêmio gira em torno de 12 milhões de reais, porém, com esse corte dos direitos de imagem, esse valor não deve ultrapassar os R$ 7 milhões.

“Achávamos que com o diagnóstico de três meses poderia ser suficiente. Talvez não seja. Temos que jogar francamente. Talvez não seja suficiente porque o nível de arrecadação que trabalhamos naquele primeiro momento não correspondeu ao que veio depois”, afirmou o dirigente, durante uma entrevista concedida ao Globo Esporte, afirmando assim que reajustes devem acontecer em breve.