Bolsonaro chora ao ir ao Senado, fala em prisão e pede orações: ‘Resistir’

Ex-presidente participa de homenagem a pastor e pede orações em meio a inquéritos

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou nesta quarta-feira, 17 de julho, durante uma sessão solene no Senado Federal em homenagem ao pastor e líder evangélico Silas Malafaia. Na ocasião, Bolsonaro chorou ao comentar sobre a possibilidade de ser preso, pedindo orações ao público presente. Ele disse “não quero que orem por mim para eu não ser preso, mas para resistir caso isso aconteça” visivelmente emocionado.

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A cerimônia, proposta pelo senador Magno Malta (PL-ES), reuniu políticos, líderes religiosos e apoiadores. Durante o evento, Bolsonaro se referiu aos processos em curso contra ele e voltou a mencionar o momento atual como “crítico” para seus apoiadores e aliados.

Bolsonaro fala sobre momento que está vivendo atualmente

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil não teria “freios, nem contrapesos” fazendo referência ao Judiciário. Apesar de não citar diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF), sua fala foi interpretada como crítica ao ministro Alexandre de Moraes, relator de diversas investigações que envolvem o ex-presidente.

Bolsonaro é investigado em diferentes inquéritos que tramitam no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo os que apuram a tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022, a suposta venda de joias recebidas como presente durante seu mandato e a falsificação de cartões de vacinação. Os processos vêm sendo conduzidos por diferentes frentes da Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Silas Malafaia é homenageado por Bolsonaro em sessão do legislativo

Durante sua fala no plenário do Senado, Bolsonaro citou ainda o ex-deputado Roberto Jefferson e o coronel Elcio Franco, que também foram alvos de investigações e operações da Polícia Federal. Em tom emocional, disse que não teme ser preso, mas teme pela sua liberdade de expressão e pelo futuro do país.

Silas Malafaia, homenageado na sessão, também discursou e demonstrou apoio ao ex-presidente, criticando decisões do Judiciário e exaltando o papel da religião na política. Malafaia é apontado como um dos principais articuladores da frente evangélica que sustenta Bolsonaro, mesmo após o fim do mandato presidencial.