Mãe e filha reféns são resgatadas após 17 horas de terror

Mãe e filha foram mantidas reféns por homem que tirou a vida de um policial civil dentro da delegacia.

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Uma mulher e sua filha de 10 anos foram libertadas na manhã deste sábado (23) após cerca de 17 horas em cativeiro em Laranjal do Jari, no sul do Amapá. O sequestro foi cometido por Lucas de Souza Nonato, que um dia antes havia assassinado o policial civil Mayson Viana de Freitas, de 38 anos, dentro da delegacia da cidade.

O crime ocorreu quando Nonato, foragido de Prainha (PA) por violência sexual contra vulnerável e roubo, conseguiu tomar a arma do agente e atirou. Após o homicídio, ele fugiu e invadiu uma residência, fazendo mãe e filha reféns.

Negociação e rendição após horas de tensão

As negociações se estenderam por toda a madrugada. Por volta das 10h de sábado, a criança foi liberada e, cerca de uma hora depois, a mãe também deixou o cativeiro. Logo em seguida, Nonato se rendeu. Durante o período em que manteve as vítimas sob ameaça, ele realizou transmissões ao vivo, garantindo que ambas estavam bem e exigindo um colete à prova de balas para se entregar. Em um dos vídeos, afirmou: “Podem me criticar, dizer que sou bandido ou vagabundo, mas essa é a vida. As pessoas só olham para os defeitos”.

Força policial e gabinete de crise

A residência foi cercada por equipes da Polícia Militar, CORE e Grupo Tático Aéreo (GTA). O capitão Alan Miranda, do Bope, classificou a ação como uma das mais longas da corporação. “Ficam nossas condolências à Polícia Civil pelo trágico episódio”, declarou. Paralelamente, um gabinete de crise foi montado pelo governador Clécio Luís para coordenar as operações.

O delegado geral Cezar Vieira destacou que todos os protocolos foram seguidos para garantir a libertação das vítimas e a prisão do acusado. O assassinato do policial Mayson Viana, que deixa esposa grávida de cinco meses, gerou forte comoção entre colegas e na comunidade local.