A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é atribuída majoritariamente aos seus próprios atos e aos de familiares por 52% dos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 1º de janeiro. O levantamento mostra que a percepção pública vai além da decisão judicial e aponta responsabilidade direta do ex-mandatário na sua situação atual.
Quando questionados sobre o principal fator que levou à prisão, 32% afirmaram que os danos à tornozeleira eletrônica foram decisivos. Outros 16% apontaram o risco de fuga para o exterior, enquanto 4% citaram a vigília como elemento determinante. Já 21% avaliam que o motivo central teria sido perseguição política do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes.
Tornozeleira, STF e narrativa de perseguição
Ainda de acordo com a pesquisa, 5% dos entrevistados mencionaram outros motivos, e 22% não souberam ou preferiram não responder. O levantamento também revelou elevado grau de informação sobre o caso: 89% disseram saber que Bolsonaro está detido numa cela da Polícia Federal, em Brasília (DF).
Sobre a legitimidade da prisão, o país segue dividido. Para 51%, o ex-presidente merece estar preso, enquanto 42% entendem que há perseguição política envolvida. Outros 7% não souberam ou não responderam, reforçando o clima de polarização que marca o debate público.
Prisão enfraquece ou fortalece Bolsonaro?
A pesquisa também avaliou o impacto político da prisão. Para 56% dos respondentes, Bolsonaro sai mais fraco após o episódio. Em contrapartida, 36% acreditam que ele se fortalece politicamente, enquanto 8% não opinaram. Os dados indicam que, apesar da base fiel, a prisão tende a ampliar o desgaste da imagem do ex-presidente perante a maioria do eleitorado.
