Tragédia com cachorro atinge família no primeiro dia do ano por causa de fogos de artifício

Barulho de fogos de artifício provoca a morte de cachorro na noite de réveillon no Rio de Janeiro.

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A virada do ano foi marcada por uma tragédia envolvendo um animal de estimação em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um cachorro morreu após sofrer uma forte crise de pânico provocada pelo barulho intenso de fogos de artifício, episódio que gerou comoção e reacendeu o debate sobre os impactos desse tipo de celebração na saúde dos animais.

O cão, chamado Biriba, fazia parte da rotina familiar e era considerado ativo, saudável e bem cuidado. De acordo com os tutores, o comportamento do animal mudou drasticamente durante os estampidos da queima de fogos.

Estresse excessivo por fogos de artifício

O estresse extremo desencadeado pelos ruídos teria sido o principal fator responsável pela morte do cachorro no primeiro dia do ano, abalando profundamente toda a família e levantando questionamentos sobre o cumprimento da legislação municipal.

Fogos de artifício são um risco para cães

Especialistas em comportamento animal alertam que fogos barulhentos representam risco sério para cães e gatos. Os ruídos podem causar pânico, desorientação, taquicardia, tentativas desesperadas de fuga e até complicações clínicas graves, como paradas cardíacas e choques. Em situações mais severas, essas reações podem ser fatais, especialmente em animais sensíveis ao estresse sonoro.

O problema não é isolado. Em dezembro, o abrigo Toda Vida Importa, responsável por mais de 800 animais resgatados, registrou diversas ocorrências de crises de ansiedade em cães e gatos após explosões de fogos durante eventos esportivos, reforçando o impacto negativo desse tipo de prática.

Desde 2022, a cidade do Rio de Janeiro possui uma lei que proíbe a soltura de fogos com estampido, justamente para proteger pessoas e animais. O caso de Biriba reacende o alerta sobre a importância do cumprimento da norma e da conscientização da população.