O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar publicamente países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), levantando dúvidas sobre a lealdade dos aliados em um eventual momento de necessidade. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7), por meio de uma publicação na Truth Social, em meio ao aumento das tensões entre Washington, Dinamarca e Groenlândia.
Apesar das críticas, Trump reforçou que os Estados Unidos seguirão comprometidos com a aliança militar. “Sempre estaremos lá pela Otan, mesmo que eles não estejam lá por nós”, escreveu.
Cobrança por mais dinheiro e recado direto à Europa
As declarações ocorrem dias depois de a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmar que um eventual ataque dos EUA à Groenlândia representaria o fim da Otan. Trump reagiu voltando a criticar os baixos investimentos em defesa de países europeus, alegando que muitos não alcançavam sequer 2% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo o presidente americano, esse cenário mudou após sua volta à Casa Branca. Ele afirmou que outros líderes da aliança, a quem chamou de meus amigos, aceitaram facilmente elevar os gastos militares para 5% do PIB.
Rússia, China e o peso militar dos EUA
Trump também avaliou que, sem os Estados Unidos, a Otan não teria força para intimidar seus principais adversários geopolíticos. Para ele, Rússia e China não teriam nenhum medo da aliança militar sem a liderança americana. Encerrando a publicação em tom de exaltação pessoal, o republicano destacou o fortalecimento das Forças Armadas durante seus mandatos e exaltou seu estilo de governo e a forma de lidar com seus aliados.
