O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação de um número significativo de prisioneiros, entre venezuelanos e estrangeiros. Segundo ele, a decisão foi tomada de forma unilateral pelo governo chavista e apresentada como um gesto de paz diante das pressões internas e internacionais.
Rodríguez afirmou que o processo de soltura estava em andamento no momento do anúncio e que a medida não foi negociada previamente com a oposição. Ele agradeceu o apoio de líderes estrangeiros, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e autoridades do Qatar.
Ativista está entre os libertados
Entre os nomes libertados está o da ativista Rocío San Miguel, que possui cidadania venezuelana e espanhola. Ela estava presa desde fevereiro de 2024, acusada de envolvimento em um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro. A libertação foi confirmada pelo governo da Espanha.
Rocío era mantida no Helicoide, centro de detenção do serviço de inteligência venezuelano frequentemente denunciado por organizações de direitos humanos. Sua prisão gerou críticas internacionais e pedidos de libertação por parte de entidades civis e governos estrangeiros.
Nicolás Maduro foi preso
O anúncio ocorre em meio ao aumento da repressão no país, intensificada após uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão de Maduro. Relatos indicam maior presença policial nas ruas, criação de postos de controle e detenções de jornalistas e opositores.
