Tio de Suzane von Richthofen é encontrado sem vida; polícia registra como morte suspeita

Miguel Abdalla Neto faleceu em sua residência na Vila Congonhas; corpo não apresentava sinais de violência e ocorrência foi registrada no 27º DP.

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Miguel Abdalla Neto, tio materno de Suzane e antigo tutor de Andreas von Richthofen, foi localizado sem vida nesta sexta-feira (9) no interior de sua residência em São Paulo. Conforme dados repassados pela Polícia Militar, o corpo apresentava estado de decomposição quando foi encontrado pelas autoridades por volta das 15h40.

A perícia inicial realizada no local indicou que não havia sinais de violência no imóvel ou no corpo do médico, o que direciona as apurações preliminares para causas naturais, embora a investigação deva prosseguir para a confirmação oficial da causa do óbito.

O médico habitava sozinho uma casa localizada na Rua Baronesa de Bela Vista, situada na Vila Congonhas, na Zona Sul da capital paulista. A mobilização para localizá-lo teve início após funcionários que trabalhavam para a vítima notarem sua ausência injustificada por dois dias consecutivos. Preocupado com a falta de resposta e a situação atípica, um vizinho decidiu contatar as forças de segurança para que averiguassem o bem-estar de Miguel dentro da propriedade, resultando na descoberta do corpo.

Registro da ocorrência e tutela de Andreas

O episódio foi encaminhado para o 27º Distrito Policial, onde a ocorrência foi formalmente registrada como morte suspeita, procedimento padrão quando não há testemunhas do óbito no momento em que ocorre. Miguel Abdalla Neto teve uma participação crucial na reestruturação da vida do sobrinho após os eventos de 2002. Ele assumiu a responsabilidade legal de administrar os bens e o vasto patrimônio deixado para Andreas até que o jovem atingisse a maioridade penal e civil aos 18 anos, garantindo a gestão da herança durante o período de tutela.

O crime em 2002

A família von Richthofen tornou-se conhecida no país devido ao crime contra Manfred e Marísia. Suzane, irmã de Andreas, foi sentenciada a 39 anos de prisão por ter ordenado a ação que tirou a vida dos pais. Ela cumpriu parte da pena na penitenciária de Tremembé e obteve liberdade em janeiro de 2023, após a Justiça autorizar a progressão para o regime aberto. Desde então, Suzane reside em Bragança Paulista, no interior do estado, após permanecer reclusa no sistema penitenciário por duas décadas.