O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país precisa assumir o controle da Groenlândia para impedir uma futura ocupação pela Rússia ou pela China. Segundo ele, a medida seria estratégica e inevitável. “Vamos fazer algo com relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não. Porque se não fizermos isso, a Rússia ou a China tomarão conta da Groenlândia”, declarou a jornalistas na Casa Branca.
Trump disse que a atual presença militar norte-americana na ilha, garantida por um acordo firmado em 1951, não é suficiente para assegurar a defesa do território, que é autônomo e pertence ao Reino da Dinamarca que não respondeu às ameaças do mandatário norte-americano.
Casa Branca discute compra e até uso militar
De acordo com autoridades do governo, a Casa Branca avalia diferentes planos para colocar a Groenlândia sob controle dos EUA, incluindo pagamentos diretos aos groenlandeses e até o uso das Forças Armadas como forma de pressão para uma separação da Dinamarca.
As declarações de Trump reacenderam o debate sobre soberania e segurança no Ártico, região cada vez mais estratégica devido a rotas comerciais, recursos naturais e presença militar de grandes potências, como China e Rússia.
Europa reage e rejeita interferência dos EUA
As declarações geraram reação imediata na Europa. França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Itália, Polônia e Dinamarca divulgaram nota conjunta afirmando que apenas a Groenlândia e a Dinamarca podem decidir sobre o futuro do território, lembrando que EUA e Dinamarca são aliados na Otan.
