Morreu neste sábado, 10 de janeiro, o autor de novelas Manoel Carlos. Ele estava internado e lutava contra a doença de Parkinson. A condição caracteriza-se como uma condição neurodegenerativa crônica que impacta diretamente o sistema motor, resultando em alterações na coordenação e no equilíbrio do indivíduo. O quadro clínico se desenvolve a partir da degeneração progressiva de neurônios localizados na substância negra do cérebro, responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos corporais.
Os sinais iniciais da condição costumam se manifestar de maneira sutil e gradual, muitas vezes passando despercebidos antes de evoluírem para quadros mais evidentes. Entre os sintomas mais comuns estão os tremores em repouso, a rigidez muscular, a lentidão na execução de movimentos (bradicinesia) e a instabilidade postural. À medida que a doença avança, podem surgir complicações adicionais não motoras, como dificuldades na fala, problemas de deglutição, constipação intestinal e um quadro emocional delicado.
Diagnóstico
A confirmação do diagnóstico é realizada preferencialmente por um neurologista, baseando-se fundamentalmente no exame físico, histórico de saúde e na resposta do paciente a medicamentos específicos. Não existe um exame laboratorial único capaz de detectar a enfermidade de forma isolada, mas exames de imagem, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, são frequentemente solicitados para descartar outras patologias com apresentações similares, como acidentes vasculares ou demências.
O tratamento é feito com medicamentos que ajudam a repor os níveis de dopamina e auxiliam no controle motor. A fisioterapia desempenha um papel importante na manutenção da autonomia do paciente, empregando exercícios posturais, respiratórios e técnicas de relaxamento. Isso ajuda a preservar a capacidade do indivíduo de realizar atividades diárias com independência pelo maior tempo possível, além de melhorar o estado físico geral e prevenir complicações decorrentes da imobilidade.
Opções terapêuticas e intervenção cirúrgica
Em estágios mais avançados da doença, onde a resposta aos medicamentos orais pode não ser suficiente, a estimulação cerebral profunda surge como uma alternativa viável em centros especializados. Este procedimento cirúrgico envolve a implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, conectados a um gerador, para modular os sinais elétricos e atenuar os sintomas motores severos.
