Deixou testamento? Tio de Suzane deixa herança milionária e ela e o irmão podem herdar todo o patrimônio

Ex-esposa de Miguel Abdala Netto afirmou que espera que ele tenha feito um testamento.

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Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel Abdala Netto, afirmou esperar que o médico tenha deixado um testamento capaz de esclarecer de forma definitiva a destinação de seu patrimônio. Segundo ela, o documento deixaria explícita a exclusão de Suzane von Richthofen da partilha dos bens, desejo que, de acordo com seu relato, era manifestado de forma recorrente pelo médico durante o período em que conviveram.

De acordo com Sílvia, Miguel demonstrava profunda insatisfação com a possibilidade de a sobrinha ser beneficiada financeiramente após sua morte. Ainda segundo o que ela relata, o médico dizia que lutaria até o fim para impedir que Suzane herdasse qualquer bem da família e costumava afirmar que não permitiria que ela recebesse “sequer um alfinete”. A expectativa agora é que um eventual testamento confirme juridicamente essa intenção.

Irmão de Suzane também teria direito à herança

A hipótese de exclusão de Suzane da herança encontra respaldo em um precedente jurídico importante. Após o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, foi o próprio Miguel quem acionou a Justiça para impedir que a sobrinha tivesse acesso ao patrimônio dos pais.

Na ocasião, Suzane foi considerada indigna de herdar, e todos os bens ficaram sob responsabilidade de Andreas von Richthofen, seu irmão. Com a morte de Miguel, o nome de Andreas volta a ocupar posição central no processo sucessório. Ele é apontado como o outro herdeiro direto, caso não exista um testamento válido ou outras disposições legais que alterem a partilha. No entanto, a situação se torna ainda mais complexa pelo fato de Andreas estar incomunicável neste momento.

Andreas vive isolado

Segundo familiares, Andreas estaria isolado em um sítio no litoral paulista, em local cujo endereço não é conhecido por parentes próximos. A ausência de contato dificulta qualquer encaminhamento imediato relacionado à sucessão, prolongando a indefinição sobre o destino do patrimônio e mantendo o caso sob atenção da Justiça e das autoridades responsáveis pela investigação da morte de Miguel, tratada como suspeita.