A paracoccidioidomicose é uma infecção sistêmica causada pelo fungo Paracoccidioides que vive no solo e preocupa autoridades de saúde pública. De acordo com informações do portal Metrópoles, o fungo é inalado quando a terra é revolvida e se instala diretamente nos pulmões dos pacientes.
Esta enfermidade é classificada como a micose sistêmica que registra o maior índice de letalidade em todo o território brasileiro. Diferente das micoses superficiais tratadas com pomadas, esta condição pode atingir o sistema linfático, o cérebro e outros órgãos vitais.
O contágio ocorre de forma invisível durante atividades como agricultura, jardinagem, garimpo ou terraplenagem em áreas onde o solo está contaminado. Especialistas ressaltam que não existe transmissão direta entre seres humanos ou de animais para pessoas através do contato.
Incidência da paracoccidioidomicose e riscos ocupacionais
O Brasil detém atualmente a maior incidência mundial desta doença, registrando cerca de quatro casos anuais para cada 100 mil habitantes. Segundo o Metrópoles, existe a possibilidade de subnotificação dos casos, o que pode mascarar o real impacto da infecção na população rural e isso tem deixado os médicos e profissionais da área de saúde preocupados.
Trabalhadores da construção civil e agricultores formam o principal grupo de risco devido à exposição constante à poeira contaminada. A ausência de tratamento imediato após a inalação do fungo aumenta significativamente as chances de evolução para um quadro clínico fatal.
Sintomas da doença e importância do diagnóstico precoce
Os sinais iniciais da infecção incluem tosse persistente, falta de ar, emagrecimento acentuado e o surgimento de feridas na boca ou garganta. Lesões na pele, nos olhos e nos ossos também podem se manifestar conforme o fungo se dissemina pelo organismo do indivíduo.
O diagnóstico tardio é comum porque os sintomas podem ser facilmente confundidos com tipos de câncer ou distúrbios de ordem endócrina. Profissionais de saúde alertam para a necessidade de vigilância epidemiológica constante e métodos de prevenção que reduzam a exposição direta ao solo.
