Moraes autoriza TV sem internet a Bolsonaro na Papudinha e libera acesso à programação aberta

Ex-presidente poderá assistir à TV aberta, mas ficará sem streaming e acesso à internet.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou na última quinta-feira (15) que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, local popularmente chamado de Papudinha. Um ponto curioso da decisão é a permissão para que Bolsonaro utilize um televisor colorido para lazer, sob a condição de que o equipamento não seja do tipo Smart.

Dessa forma, o ex-presidente conseguirá acompanhar a programação da TV aberta, incluindo o reality show Big Brother Brasil da Rede Globo, embora sua experiência fique restrita às transmissões ao vivo do período noturno por conta da ausência de conexão com a internet.

Sem canais de streaming

Devido à ausência de conexão com a internet e de uma televisão Smart, o ex-presidente Jair Bolsonaro não terá acesso a plataformas de streaming, o que impossibilita o consumo de produções como a série Stranger Things. Suas opções de entretenimento televisivo estarão restritas às emissoras de sinal aberto e aos canais institucionais, a exemplo da TV Justiça e da TV Senado.

Apesar das limitações tecnológicas, a transferência para a Papudinha oferece benefícios logísticos, como um espaço físico mais amplo para a realização de caminhadas e sessões de fisioterapia. Além disso, a rotina alimentar foi ampliada para cinco refeições diárias. A decisão do ministro Alexandre de Moraes também assegurou ao ex-presidente o direito à assistência religiosa e a possibilidade de reduzir sua pena através da leitura.

Papudinha não é hotel, diz Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ordenou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, seja transferido para a ala conhecida como Papudinha, situada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ao justificar a medida, o magistrado enfatizou que o sistema prisional não deve ser confundido com um hotel ou colônia de férias. Moraes ressaltou que, embora Bolsonaro conte com condições diferenciadas e específicas, tais privilégios não descaracterizam a natureza da detenção nem devem transformar o cumprimento da pena em uma estadia de lazer.