Revelada a identidade do médico suspeito de atirar e matar dois colegas na porta de restaurante

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho foi detido em flagrante após crime em Alphaville; ele já havia sido preso por racismo e agressão em Sergipe.

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O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, foi detido no último sábado (17/1) sob a acusação de ter tirado a vida de dois colegas de profissão em Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo.

O caso ocorreu após uma discussão em um restaurante, resultando no falecimento das vítimas Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos. A Polícia Civil investiga o episódio, enquanto detalhes sobre o passado do acusado começam a emergir, revelando passagens anteriores pelo sistema de justiça em outro estado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o crime aconteceu por volta das 22h de sexta-feira (16/1), na Avenida Copacabana. Relatos indicam que os três médicos, que se conheciam, iniciaram um desentendimento dentro do estabelecimento comercial.

A Guarda Civil Municipal chegou a ser acionada devido à presença de um homem armado, mas a situação parecia controlada inicialmente. Contudo, o conflito recomeçou na calçada, momento em que Carlos Alberto sacou uma pistola calibre 9mm e efetuou os disparos contra as vítimas, que não resistiram aos ferimentos e faleceram a caminho do hospital.

Antecedentes criminais em Sergipe

As investigações apontam que esta não foi a primeira vez que o suspeito se envolveu em problemas com a Justiça. Em julho de 2025, Carlos Alberto foi detido em Aracaju, Sergipe, após protagonizar uma confusão no Hotel Vidam. Na ocasião, a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe informou que o médico chegou ao local com sinais de embriaguez e agrediu fisicamente funcionários que trabalhavam na recepção. Além das agressões físicas, ele causou danos materiais ao estabelecimento, quebrando móveis e objetos decorativos durante o surto de violência no local de hospedagem.

O episódio em Sergipe também envolveu ofensas verbais graves direcionadas aos trabalhadores do hotel. Segundo os registros da época, o médico proferiu insultos de cunho racista contra um dos funcionários, a quem chamou de “gordo” e “preto”.

Após permanecer detido por cerca de cinco dias, ele foi liberado mediante o pagamento de fiança estipulada em R$ 15.180, além da imposição de medidas cautelares. O processo referente a esse caso de agressão e injúria racial ainda tramita na Justiça sergipana, aguardando os devidos desdobramentos legais.

Detalhes da prisão preventiva

Após o crime recente em Barueri, Carlos Alberto foi preso em flagrante pelas autoridades policiais ainda no local dos fatos. Durante a abordagem, foram apreendidos a arma utilizada na ação, cápsulas deflagradas, documentos pessoais, uma bolsa e a quantia de R$ 16.140 em espécie.

Diante da gravidade dos fatos e do histórico do acusado, a polícia solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. O caso segue sob análise das autoridades competentes, que buscam esclarecer a motivação exata da discussão que culminou no falecimento dos dois profissionais.