Caso das crianças desaparecidas: menino corre risco de vida e é tratado como ‘arquivo vivo’

Autoridades afirmam que a reintegração do menino não pode ser apressada, pois ele corre risco de vida e é considerado peça-chave da investigação.

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As autoridades do Maranhão mantêm atenção máxima ao caso de Kauan, de 8 anos, primo das duas crianças que continuam desaparecidas em Bacabal. Localizado dias após o sumiço, o menino permanece sob acompanhamento especializado enquanto as investigações seguem em andamento no estado. A avaliação das forças de segurança maranhenses é de que o momento exige cautela extrema para evitar novos riscos ao menor.

Risco à segurança e reintegração cautelosa

Durante a cobertura do caso, o apresentador Paulo Mathias alertou para o perigo envolvido na retomada da rotina da criança. “Esse processo de reintegração do Cauã não pode ter pressa, porque esse menino hoje, no dia 20 de janeiro de 2026, corre riscos. riscos de segurança. Eu me refiro.” A Polícia Civil do Maranhão considera que qualquer exposição precipitada pode colocar o menino em situação de vulnerabilidade.

O relato prestado por Kauan ainda é considerado limitado devido à idade e ao trauma vivido. A jornalista investigativa Carla Albuquerque explicou as dificuldades enfrentadas na apuração: “O menino, para vocês terem uma ideia, ele ainda não consegue reconstituir com precisão o trajeto feito na mata, nem muito menos o intervalo de tempo que ele permaneceu perdido.” Especialistas reforçam que a escuta infantil deve ser conduzida com cautela para evitar revitimização.

Proteção do Estado e sigilo absoluto

Em Bacabal, no interior do Maranhão, uma força-tarefa reúne Ministério Público, assistência social, psicólogos e forças de segurança para definir medidas de proteção. A jornalista Mary Coimbra, que acompanha o caso no município, destacou a posição das autoridades locais: “Mas o Kauan, sim, né, ele vai ter uma proteção do estado, né, porque como nós falamos, ele é um arquivo vivo.”

Diante desse cenário, informações sobre alta hospitalar, local de permanência e retorno à convivência comunitária seguem sob sigilo. As buscas pelas outras crianças continuam no Maranhão, enquanto as autoridades reforçam que a prioridade absoluta é preservar a vida, a segurança e a saúde emocional de Kauan até a completa elucidação do caso.