Bombardeio israelense em Gaza mata 11 pessoas, incluindo três jornalistas e duas crianças

Ataque aéreo atingiu veículo de profissionais de imprensa; Exército de Israel diz investigar o caso.

PUBLICIDADE

Na última quarta-feira (21), um bombardeio aéreo israelense na Faixa de Gaza resultou na morte de 11 pessoas, incluindo três jornalistas e duas crianças. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde local, os profissionais de imprensa foram atingidos enquanto se deslocavam em um veículo, que apareceu completamente destruído pelo fogo em registros compartilhados nas redes sociais.

O episódio deixou ainda outras seis pessoas feridas, e as vítimas foram encaminhadas aos hospitais al-Shifa e dos Mártires de al-Aqsa, localizado em Deir al-Balah. Conforme informações do diretor-geral do Ministério da Saúde à Al Jazeera, os três profissionais vitimados — identificados como Anas Ghunaim, Abdul Ra’ouf Shaath e Mohammad Qeshta — atuavam junto ao comitê egípcio de assistência a Gaza, onde supervisionavam a entrada de ajuda humanitária.

Jornalistas documentavam crise civil

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos reforçou, em nota oficial, que o grupo cumpria o papel de documentar o sofrimento civil na região. Segundo Mohammed Mansour, porta-voz da entidade ouvido pelo Brasil de Fato, o veículo utilizado era de conhecimento prévio das forças militares israelenses.

Por outro lado, o Exército de Israel confirmou o bombardeio ao automóvel, justificando que os soldados identificaram suspeitos operando um drone supostamente ligado ao Hamas, embora tenha ressaltado que o incidente permanece sob investigação. O contexto geral é de alta letalidade: o Ministério da Saúde da Palestina estima que pelo menos 70 mil pessoas morreram em Gaza desde outubro de 2023.

Mortes seguem após cessar-fogo

Mesmo após o cessar-fogo, operações pontuais de Israel teriam causado a morte de aproximadamente 350 palestinos, em sua maioria civis. Diante desse cenário, o Hamas declarou recentemente a intenção de dissolver sua estrutura administrativa em Gaza, transferindo o controle para um governo palestino independente.