O transbordamento de um dique da Vale ocorreu na madrugada deste domingo, 25 de janeiro, no distrito de Pires. A estrutura está localizada na divisa entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, na Região Central mineira.
Uma enxurrada de lama e água atingiu as instalações da Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, que opera em área vizinha. O fluxo invadiu escritórios, três oficinas e o almoxarifado da siderúrgica, alcançando 1,5 metro de altura.
Aproximadamente 200 trabalhadores foram evacuados do local e as operações da unidade acabaram paralisadas por segurança. Não há registro oficial de feridos ou desaparecidos em decorrência do incidente até o momento.
Impactos operacionais e monitoramento ambiental
A captação de água na região foi interrompida devido à contaminação causada pelos sedimentos que extravasaram da estrutura. Equipes da CSN iniciaram os trabalhos de limpeza, enquanto aguardam a chegada da fiscalização ambiental.
As prefeituras de Congonhas e Ouro Preto mobilizaram agentes de segurança e da Defesa Civil para vistoria. As autoridades buscam confirmar se houve um colapso estrutural ou apenas o extravasamento lateral do reservatório.
Resposta das autoridades e da mineradora
A Defesa Civil de Congonhas acompanha rumores sobre o rompimento do dique Esmeril, embora não tenha recebido chamado oficial. O órgão deslocou técnicos para a área rural de Ouro Preto para averiguação in loco.
O secretário de Defesa Civil de Ouro Preto confirmou que recebeu alertas sobre o possível colapso da estrutura minerária. Segundo o representante, a mineradora Vale ainda não emitiu um comunicado formal detalhando a gravidade da ocorrência.
