Aliados de Jair Bolsonaro passaram a demonstrar, nos últimos dias, um aumento no otimismo em relação à possibilidade de o ex-presidente obter prisão domiciliar. O movimento ganhou força após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, instalado dentro do Complexo da Papuda, conhecido como Papudinha.
Nos bastidores, a avaliação é de que a medida abriu margem para uma reanálise da situação. O ponto central da expectativa está na determinação para que Bolsonaro seja submetido imediatamente a uma junta médica composta por profissionais da Polícia Federal. A avaliação tem como objetivo analisar o quadro clínico do ex-presidente e verificar suas necessidades específicas para o cumprimento da pena.
Laudo médico de Bolsonaro
O laudo médico deverá ser anexado ao processo em até dez dias, prazo considerado decisivo por aliados. No entorno bolsonarista, a leitura predominante é de que o parecer técnico poderá influenciar diretamente uma eventual mudança no regime de prisão.
Entre os questionamentos enviados por Moraes à Polícia Federal estão se a permanência de Bolsonaro na Papudinha representa risco concreto de agravamento das doenças e se a prisão domiciliar seria a alternativa mais adequada para preservar sua integridade física e dignidade humana.
Abordagem com ministros do STF
Enquanto isso, interlocutores do ex-presidente intensificaram conversas reservadas com integrantes do STF. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e outros aliados mantiveram contatos pessoais e telefônicos com Moraes, além de diálogos com os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. Segundo relatos, a abordagem adotada foi cautelosa e estratégica.
