A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou nesta terça-feira (27) novos detalhes sobre a investigação da morte do cão comunitário Orelha, caso que gerou forte comoção em Florianópolis. O animal foi vítima de agressão na Praia Brava e não resistiu aos ferimentos, levando as autoridades a aprofundarem as apurações sobre os responsáveis pelo crime.
De acordo com a corporação, exames periciais confirmaram que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça. A lesão agravou significativamente o quadro clínico do cachorro, que acabou sendo submetido à eutanásia por recomendação veterinária. O laudo técnico foi apresentado durante uma coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil.
Laudo do cão Orelha
As autoridades informaram que o objeto usado na agressão ainda não foi localizado. A análise pericial indica que o golpe pode ter sido provocado por itens como um pedaço de madeira, uma garrafa ou outro objeto semelhante. As lesões se concentraram principalmente na região da cabeça, o que foi determinante para o agravamento do estado de saúde do animal.
A investigação identificou quatro adolescentes suspeitos de envolvimento em ato infracional por maus-tratos contra o cão comunitário. Além disso, três adultos foram indiciados por suspeita de coação no curso do processo, o que amplia a gravidade do caso e pode gerar novas responsabilizações criminais.
Coação em caso
Segundo a Polícia Civil, a suposta coação teria sido direcionada a um vigilante de condomínio que possui imagens relevantes para a investigação. O material pode ajudar a esclarecer a dinâmica da agressão e a participação de cada envolvido. O caso segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas.
