Esta foi a comovente carta encontrada dentro da casa do cachorro Orelha; o que diz nela é de partir o coração

Especialista encontra carta anônima na casinha do cão Orelha; texto emociona ao relatar a saudade.

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O caso do cachorro Orelha, mascote comunitário da Praia Brava em Florianópolis, continua gerando uma onda de comoção e revolta nas redes sociais. Em meio aos protestos por justiça e manifestações de indignação pela crueldade cometida contra o animal — que precisou ser submetido à eutanásia após ser espancado —, uma publicação sensível ganhou destaque e tocou o coração dos internautas.

A especialista em felinos e castrações humanitárias Katia Chubaci compartilhou o registro de uma carta anônima encontrada dentro da casinha de madeira onde o cão costumava dormir. Ao se deparar com a cena, ela refletiu sobre a dor silenciosa daquele gesto: “Alguém parou, respirou fundo, criou coragem… E escreveu. Não para aparecer. Para se despedir”.

A praia está cheia, mas falta você

O conteúdo da carta, escrito à mão por alguém que não se identificou, é um desabafo de luto e amor. No texto, o autor descreve a coragem que precisou reunir para parar diante da casinha vazia, confessando que as lágrimas foram inevitáveis ao perceber a ausência do amigo de quatro patas.

Em tom de despedida, a pessoa lamentou que, embora a praia estivesse cheia e movimentada como de costume, o cenário estava incompleto sem a presença alegre de Orelha. A mensagem trazia ainda um pedido de desculpas pela crueldade humana — referindo-se às atitudes das pessoas que o feriram — e revelava que, junto ao papel, foram deixados dois presentes simbólicos: o ursinho de pelúcia “da mana” e um galho de alecrim, cujo cheiro o cão adorava. O texto encerrava com um doloroso “saudades eternas” de alguém que o procurou, mas infelizmente não o encontrou mais.

“Meu lindo Orelha, hoje tomei coragem e parei aqui. Confesso que não consegui segurar as lágrimas. Sua casinha está aqui sem você. A praia está cheia, como de costume, mas falta você. Desculpa pelas atitudes de certas pessoas que estiveram contigo. Estou morrendo de saudade e trouxe o ursinho da sua mana e um galho de alecrim que você gostava de cheirar. Que pena! Saudades! Te procurei, mas não te encontrei. Saudades eternas”, diz o texto.

Revolta e pedidos de justiça continuam

Enquanto as homenagens se multiplicam, a revolta popular não diminui. Orelha, que não tinha um tutor fixo mas era cuidado por moradores e turistas, foi encontrado em uma área de mata com ferimentos gravíssimos decorrentes de linchamento. O episódio tem motivado diversos protestos presenciais e virtuais cobrando a responsabilização rigorosa dos envolvidos.