Jovem falece depois de médica confundir pneumonia com ansiedade, e Polícia entra no caso

Morte de adolescente de 17 anos reacende alerta sobre atendimento médico, e Polícia investiga.

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A Polícia Civil do Paraná intensificou a investigação sobre a morte de Brenda Cristina Rodrigues, de 17 anos, que aconteceu em União da Vitória, depois de ir três vezes a uma UPA procurar por atendimento médico. O caso ganhou repercussão depois que seus familiares registraram um Boletim de Ocorrência, levando à abertura formal do inquérito policial para apurar possíveis irregularidades no atendimento.

Segundo a PCPR, a apuração busca esclarecer se houve omissão de socorro, homicídio culposo, quando não existe intenção de matar, ou negligência médica. Os investigadores já iniciaram a análise detalhada dos prontuários médicos, dos protocolos de atendimento adotados pela UPA e dos registros das passagens da jovem pela unidade. Depoimentos de familiares e profissionais envolvidos também fazem parte da investigação.

Quadro foi diagnosticado como ansiedade

Na sexta-feira (16), Brenda passou mal apresentando sintomas como falta de ar e dor no peito. Nas três vezes em que esteve na UPA, o quadro foi interpretado como crise de ansiedade, sem exames de imagem ou avaliações mais específicas. Os sintomas e a ausência de melhora levantaram dúvidas que agora são centrais para a investigação policial.

Diante da piora do estado de saúde, a família levou a adolescente a um hospital particular no domingo, onde exames confirmaram pneumonia bacteriana. Apesar da internação e da posterior transferência para a UTI, Brenda morreu na segunda-feira, 19 de janeiro, um dia após dar entrada na unidade hospitalar.

Investigação policial em andamento

A Prefeitura de União da Vitória anunciou a abertura de um processo administrativo, paralelamente à investigação policial, para apurar a conduta dos atendimentos na UPA. A unidade é gerida pelo Instituto Humaniza, uma empresa terceirizada que informou o afastamento das médicas responsáveis e disse estar colaborando com a Polícia Civil. O inquérito segue em andamento e deve definir eventuais responsabilidades criminais.