As buscas pela menina Alice Maciel Lacerda Lisboa, de quatro anos, completam seu terceiro dia neste sábado, dia 31 de janeiro. A criança, que é autista e não se comunica verbalmente, desapareceu na tarde da última quinta-feira, dia 29 de janeiro, enquanto estava em um sítio no distrito de Bituri, pertencente à cidade de Jeceaba, na Região Central do estado de Minas Gerais. A mobilização das forças de segurança e da comunidade local segue intensa na tentativa de localizar a pequena.
De acordo com as atualizações do Corpo de Bombeiros estadual, a operação de resgate ganhou reforços e já conta com 12 guarnições atuando no local. Além do efetivo militar especializado, cerca de 100 pessoas da comunidade se uniram à força-tarefa como voluntários, auxiliando na varredura da região na esperança de encontrar qualquer vestígio que leve ao paradeiro de Alice.
Detalhes do desaparecimento
Em entrevista ao portal de notícias G1, o tio da criança, Luis Felipe Maciel Morais, forneceu novos detalhes sobre as circunstâncias dramáticas do sumiço. Segundo o relato, Alice estava brincando na área da piscina, no quintal da casa de sua avó, um local onde a varanda é toda fechada. Contudo, em um segundo de descuido dos adultos, a menina conseguiu, de alguma forma, abrir o portão e sair da propriedade.
Reação rápida e terreno difícil
A família percebeu a ausência da criança quase que imediatamente e iniciou as buscas por conta própria, saindo à procura dela logo em seguida. No entanto, apesar da rapidez na reação dos parentes, Alice não foi mais avistada desde aquele momento, o que desencadeou o acionamento das autoridades públicas e a formação da atual força-tarefa.
“A varanda é toda fechada. Em questão de uma distração de um minuto, ela abriu o portão e saiu. Em pouco tempo, eles deram falta dela e foram lá fora, mas não a viram mais. Isso nunca tinha acontecido. Quando ela sai, ela gosta de ir para a área da piscina e não tem o costume de sair assim. Estamos angustiados”, explicou Luis Felipe Maciel Morais.
Um dos principais obstáculos enfrentados pelas equipes de socorro é a geografia do local onde o sítio está situado. A propriedade da família é cercada por uma área de densa mata, o que pesa em desfavor da equipe de resgate devido à complexidade do terreno, dificultando o acesso e a visualização em meio à vegetação fechada.
