A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, vítima de agressões na Praia Brava, em Florianópolis, segue em andamento e ganhou repercussão nacional após ser exibida em rede de televisão. O episódio, que gerou indignação em todo o país, apura a possível participação de quatro adolescentes.
Como parte das diligências, a Polícia Civil apreendeu celulares dos jovens investigados. Dois deles foram abordados ao desembarcar de uma viagem internacional, e os aparelhos foram encaminhados para perícia técnica. O objetivo é identificar mensagens e registros que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Pai exige esclarecimento e fala da educação do filho
Em meio às acusações, o pai de um dos adolescentes decidiu se manifestar publicamente. Ele afirmou que não compactua com crimes e destacou que, caso seja comprovada a participação do filho, ele deve responder pelos atos. “A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder”, declarou.
O pai reforçou que, até o momento, não foram apresentados elementos concretos além das acusações. Segundo ele, a família busca exige justiça tanto quanto a sociedade, mas pede que o processo seja conduzido com clareza e provas, sem antecipar julgamentos.
Esclarecimento é prioridade no caso Orelha
O advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas das famílias envolvidas, também ressaltou a importância da apuração rápida. Ele afirmou que os depoimentos devem ser colhidos com agilidade para distinguir responsabilidades individuais. De acordo com o advogado, adolescentes sem envolvimento precisam ser inocentados publicamente, enquanto aqueles que tiverem participação comprovada devem ser responsabilizados na medida de sua culpabilidade.
