Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pelo Domingo Espetacular, mostraram o momento em que o porteiro de um condomínio na Praia Brava foi cercado por familiares de um dos adolescentes investigados. No vídeo, gravado em 13 de janeiro, um jovem teria xingado o funcionário antes da chegada do pai e do tio.
Segundo a polícia, o grupo queria apagar fotos e vídeos que o porteiro teria feito dos jovens praticando arruaças na região. Durante a abordagem, o tio do adolescente estaria apresentando um volume na cintura, o que levou a delegada Mardjoli Valcareggi a suspeitar do uso de uma possível arma de fogo para intimidar o trabalhador.
Polícia indicia familiares por suposto crime de coação contra testemunha do caso Orelha
Embora a pistola não tenha sido encontrada em buscas posteriores realizadas pelas autoridades, o pai e o tio do rapaz, além de outro pai de um suspeito, foram indiciados pela Polícia Civil pelo crime de coação de testemunha.
Caso Orelha: defesa do porteiro se pronuncia
A defesa do porteiro reforçou que ele não gravou, não tem vídeos e nem sequer presenciou o momento das agressões ao animal. O funcionário apenas registrou as confusões e o vandalismo que o grupo de adolescentes vinha causando no condomínio meses antes do crime. O porteiro afirmou que não presenciou o ato de maus-tratos, apenas relatou o comportamento agressivo dos jovens à administração do prédio.
A situação do trabalhador piorou após ele colaborar com as investigações. Segundo sua defesa, ele teria passado a sofrer perseguições no próprio emprego, recebendo advertências por escrito e sendo obrigado a tirar férias sem aviso prévio. Além das supostas ameaças dos familiares dos suspeitos, o funcionário estaria sendo pressionado pela própria administração do condomínio onde trabalha.
