Caso de violência contra cães tem reviravolta e adolescente deixa condição de suspeito, diz família

Pai apresenta álibi, e polícia reclassifica jovem citado no caso como testemunha.

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As investigações sobre o episódio de violência contra os cães Orelha e Caramelo na Praia Brava apresentaram uma reviravolta significativa após novos desdobramentos. O cenário de indignação pública e as denúncias digitais levaram o nome de Pedro, um jovem de 15 anos, a ser oficialmente integrado ao contexto da apuração.

Contudo, em declaração feita à jornalista Patricia Calderón, do portal LeoDias, o pai do adolescente buscou desconstruir as suspeitas ao oferecer um álibi baseado na cronologia dos fatos. A defesa familiar sustenta que o grupo não se encontrava mais na região durante o período dos crimes, contestando a ligação do jovem com um incidente em um quiosque no dia 10 de janeiro de 2026.

Sobre essa discrepância temporal, o pai declarou categoricamente: “O Pedro foi citado como se tivesse participado de um quebra-quebra no dia 10 de janeiro. Mas nesse dia nós não estávamos na Praia Brava. Nós saímos de lá dia 5 de janeiro, às 10 horas da manhã, e não retornamos mais”.

Mudança de status e esclarecimentos oficiais

A revisão das evidências visuais e do histórico de deslocamento da família motivou a polícia a reavaliar o papel do adolescente no inquérito. De acordo com as explicações do pai, as filmagens analisadas não demonstram qualquer conexão de Pedro com os incidentes apurados, reforçando que as imagens retratam indivíduos distintos.

Apenas testemunha agora

Ele afirmou de forma direta: “Nenhum deles é o Pedro. São outros cinco adolescentes. Não tem um vídeo, não tem nada que vincule o Pedro a qualquer ato que tenha acontecido naquele dia”. Como resultado dessa verificação, o jovem foi retirado da condição de investigado e incluído no processo apenas como testemunha. A família ressalta que essa mudança na nomenclatura jurídica foi incompreendida pelo público, pontuando o esclarecimento do pai: “É testemunha, porque ele não é suspeito”.