O acidente com um ônibus com romeiros registrado nesta terça-feira (3) em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, trouxe à tona graves irregularidades no transporte de passageiros. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o veículo envolvido operava de forma ilegal e realizava transporte clandestino, o que agravou ainda mais a tragédia ocorrida na rodovia AL-220.
A colisão aconteceu em um trecho conhecido como Curva do S, no Distrito Caboclo, área já considerada de risco por moradores da região. Informações divulgadas pelo Governo de Alagoas confirmaram 16 mortes no local, entre elas cinco homens, sete mulheres e três crianças. O número de vítimas reforça a dimensão do impacto e a comoção gerada em todo o estado.
Agência aponta transporte clandestino
De acordo com a ANTT, o ônibus fazia parte de um comboio ligado à Prefeitura de Coité do Nóia, mas não possuía autorização para operar. O órgão federal informou que o veículo não tinha registro ativo na agência, nem Certificado de Segurança Veicular, seguro de responsabilidade civil válido ou Licença de Viagem para o trajeto realizado.
A situação levantou questionamentos sobre a fiscalização do transporte público e a segurança oferecida aos passageiros. Especialistas alertam que veículos sem documentação adequada representam riscos elevados, principalmente em viagens intermunicipais e em estradas com trechos perigosos, como o local do acidente.
Prefeito nega versão da ANTT
Em contrapartida, o prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino Filho, contestou a versão de transporte clandestino. O gestor afirmou que o ônibus teria sido contratado por meio de processo licitatório regular, defendendo a legalidade da prestação do serviço. As autoridades seguem apurando o caso para esclarecer responsabilidades e possíveis falhas administrativas.
