A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (3), as investigações sobre as mortes dos cães Orelha e Caramelo, ocorridas na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito comprovou a participação de adolescentes nos dois crimes, resultando no pedido de internação do jovem apontado como o autor da morte de Orelha e na representação de quatro adolescentes no caso do cão Caramelo. Além dos menores, três adultos foram indiciados por coação no curso do processo, após tentarem intimidar uma testemunha chave.
A elucidação do caso contou com um forte aparato tecnológico, incluindo o uso de um software francês para rastreamento e a análise de mais de mil horas de imagens de segurança. Essas provas foram fundamentais para desmentir o depoimento do principal suspeito, que afirmou ter permanecido no condomínio durante o crime, enquanto as gravações mostravam sua saída e retorno ao local.
Jovem responsável pelo crime contra Orelha deixou o país após ser identificado
A investigação também identificou que o adolescente deixou o país logo após ser identificado, sendo abordado pela polícia apenas em seu retorno ao Brasil, em 29 de janeiro.
Durante o processo, a polícia enfrentou tentativas de obstrução por parte dos familiares dos envolvidos. Em um dos episódios, um parente tentou esconder roupas usadas no dia do ataque, alegando falsamente que os itens haviam sido comprados no exterior. No entanto, o próprio adolescente acabou desmentindo a versão, admitindo que já possuía as peças. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas para fechar o cerco contra os oito adolescentes investigados.
Polícia toma decisão sobre sanção que o autor do crime contra Orelha sofrerá
Devido ao envolvimento de menores de idade, o processo segue sob segredo de Justiça, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil destacou que a gravidade das agressões justificou o pedido de internação do autor da morte de Orelha, medida considerada a mais severa do sistema socioeducativo. Os autos já foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário, que darão andamento às medidas punitivas.
