Polícia toma decisão e solicita, como punição imediata, internação do adolescente que causou a morte de Orelha

Polícia dá detalhes de como as investigações apontaram o culpado pelo crime brutal contra Orelha; objeto foi essencial para o caso.

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A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou, nesta terça-feira (3), o inquérito sobre os ataques a animais na Praia Brava, em Florianópolis, solicitando a internação do adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha. Além dele, outros quatro jovens foram considerados responsáveis pelas agressões contra o cão Caramelo.

A investigação, que contou com o depoimento de 24 pessoas e monitorou oito suspeitos, conseguiu vincular o principal investigado aos fatos por meio de imagens de câmeras de segurança, que registraram as roupas utilizadas por ele na data do ocorrido.

Adolescente apontado como responsável pela morte de Orelha teve álibi contestado

Um dos pontos cruciais para o avanço do caso foi a contestação do álibi apresentado pelo suspeito. Registros do condomínio indicam que ele saiu do local às 5h25 e retornou por volta das 6h no dia 4 de janeiro, o que contraria a versão inicialmente apresentada.

A polícia também informou que o jovem deixou o país logo após o início das investigações, sendo interceptado por agentes apenas no dia 29 de janeiro, ao desembarcar no aeroporto. Segundo o delegado Renan Balbino, a viagem representava um risco concreto de fuga e de eventual destruição de provas relevantes, como aparelhos celulares.

Familiares tentaram ocultar provas essenciais no caso Orelha

Durante a abordagem no aeroporto, houve uma tentativa de ocultação de provas por parte de familiares. Um parente tentou esconder um moletom e um boné rosa que o adolescente carregava, alegando que os itens haviam sido adquiridos no exterior. Posteriormente, o próprio jovem afirmou que já possuía as roupas e que as utilizou no dia dos fatos. As peças foram consideradas relevantes pela perícia para reforçar a linha de investigação a partir das imagens captadas na Praia Brava.

O delegado destacou que o depoimento do investigado apresentou contradições e omissões, o que dificultou inicialmente a reconstrução dos acontecimentos. Com a análise dos dados extraídos dos celulares apreendidos, a expectativa é que as provas já reunidas sejam tecnicamente validadas.

Caso Orelha segue em segredo de Justiça por este motivo

A investigação seguiu os parâmetros do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com os procedimentos adequados à idade dos envolvidos. Atualmente, o caso tramita em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça de Santa Catarina devido à participação de menores de idade, o que impede a divulgação de detalhes mais específicos.