Rainha de bateria ganha dinheiro ou paga para desfilar? A verdade por trás do posto

Cargo mais disputado do Carnaval balança os corações das musas que querem ser protagonistas.

PUBLICIDADE

Ser rainha de bateria é visto por muitos como o auge do Carnaval carioca. O posto mais cobiçado da Sapucaí garante visibilidade, prestígio e aplausos, mas também envolve altos custos para quem ocupa o cargo. Ao contrário do que muita gente imagina, a função raramente rende cachês e, na maioria das vezes, exige investimentos pesados do próprio bolso.

PUBLICIDADE

A discussão voltou com força após a escolha de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio para 2026, sucedendo Paolla Oliveira. Rapidamente, circularam boatos de que a influenciadora teria bancado a escola com valores de até R$ 15 milhões. Virginia negou publicamente: “A maior mentira foi dizer que eu patrocinei a Grande Rio pelo posto. Muita gente acreditou e estamos tomando medidas cabíveis quanto a isso”.

Fama, holofotes e um alto preço para desfilar

Casos recentes reforçam o interesse de celebridades pelo posto, como o retorno de Juliana Paes à Unidos da Viradouro após 17 anos e a presença constante de nomes como Viviane Araújo, hoje musa da Vila Isabel. Esses exemplos ajudam a alimentar a ideia de que ser rainha de bateria é sinônimo de ganhos elevados, o que não corresponde à realidade.

Segundo o jornal Extra, dependendo da escola e do contexto, o custo para ocupar cargos como musa ou rainha pode chegar a R$ 1 milhão. Ou seja, em vez de receber, muitas mulheres precisam investir para desfilar. Sabrina Sato é um dos exemplos mais conhecidos: apenas em fantasias, os gastos podem ultrapassar R$ 50 mil, sem contar produção, viagens, ensaios e equipe, o que leva o investimento total a cifras milionárias ao longo dos anos.

O que realmente pesa no bolso das rainhas

A revista Caras revelou que, em 2024, Bianca Monteiro, musa da Portela, desembolsou cerca de R$ 100 mil para cruzar a Avenida. Em escolas como Mangueira e Salgueiro, os valores variam entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, podendo subir conforme o prestígio da candidata. Além disso, a rainha precisa bancar figurino, maquiagem, cabelo, deslocamentos, ensaios e presença constante em eventos, sempre com aprovação da presidência da escola e bom relacionamento com a comunidade.