As investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, ganharam novos desdobramentos após uma entrevista exclusiva da jornalista Patrícia Calderon com Neide Vina Soriano, síndica do Condomínio Água Marinha. O local é o centro de uma polêmica envolvendo o afastamento do porteiro Bruno, ocorrido após um atrito com parentes de jovens suspeitos de vandalismo.
Questionada sobre a legalidade da dispensa e a suposta influência de famílias ricas na decisão, Neide demonstrou desconforto e interrompeu a ligação, alegando estar em reunião e afirmando que todos os esclarecimentos necessários já foram prestados à Polícia Civil. Embora o condomínio tenha informado aos moradores que a saída do funcionário ocorreu por questões administrativas, os advogados de Bruno refutam essa justificativa.
Pressão e retaliação
Segundo a defesa, o porteiro foi submetido a uma folga compulsória e, posteriormente, a férias sem o devido aviso prévio. O caso é agravado por relatos de que outra síndica da localidade teria pressionado pelo afastamento do profissional, sob o argumento de que os envolvidos pertencem a grupos familiares influentes na região.
Em depoimento ao portal LeoDias, o porteiro Bruno desabafou sobre as consequências de sua conduta profissional durante o episódio na Praia Brava. Embora tenha deixado claro que não testemunhou o momento da agressão ou do arremesso do cão Orelha ao mar, ele reforçou que sua decisão de denunciar o vandalismo e o comportamento hostil dos adolescentes resultou em retaliações graves.
Desabafo do porteiro
Bruno relatou ter sido alvo de ofensas pessoais e humilhações no exercício de sua função, explicando que apenas alertou a equipe de vigilância local para garantir a segurança da área, agindo conforme o que considerava ético e correto. O profissional lamentou o impacto negativo que o caso trouxe para sua carreira e vida pessoal, mencionando que anos de dedicação estão sob ameaça devido a ataques e notícias falsas que circulam nas redes sociais.
