Defesa de ex-BBB Pedro Henrique contesta indiciamento e fala em ‘condenação antecipada’

Advogados criticam inquérito da polícia e alegam falhas técnicas e desrespeito à lei.

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Neste sábado (7), a assessoria jurídica de Pedro Henrique Espíndola manifestou-se oficialmente sobre o indiciamento do ex-BBB por importunação sexual, ocorrido após a Polícia Civil do Rio de Janeiro concluir as investigações e enviar o relatório ao Ministério Público. Em nota exclusiva à coluna de Fábia Oliveira, os advogados contestaram o inquérito, alegando que houve desrespeito à lei e aos fatos, além de afirmarem que a investigação serviu apenas como um atalho narrativo sem o devido rigor técnico.

A defesa sustenta que as autoridades priorizaram a rapidez e a visibilidade em vez da precisão processual, destacando falhas graves como a ausência de depoimentos tanto da suposta vítima quanto do investigado, além do descumprimento dos protocolos de preservação de provas.

Atuação policial questionada

A equipe jurídica de Pedro Henrique Espíndola ressaltou que não houve qualquer contato formal da Polícia Civil do Rio de Janeiro com os defensores durante o processo. Segundo os advogados, a atuação policial foi superficial, limitando-se a trâmites burocráticos para confirmar a localização do ex-BBB.

Eles criticaram o fato de que a diligência mais relevante se restringiu a um ofício enviado à clínica onde o cliente está internado, questionando apenas o período da internação, e que o encerramento do caso ocorreu imediatamente após essa resposta, movido pela conveniência da situação.

Pressão e narrativa

A defesa argumenta que o procedimento administrativo foi estruturado para satisfazer a pressão popular, negligenciando o devido processo legal em favor de uma narrativa imediata. No comunicado, os representantes enfatizam que o inquérito policial, que deveria servir apenas como base informativa para o Ministério Público, acabou sendo usado como uma ferramenta de condenação antecipada. O texto conclui que a investigação ignorou métodos e garantias técnicas fundamentais, substituindo o rigor da lei pela urgência de entregar um resultado ao público.