Após óbito de adolescente agredido por piloto, Ministério Público pode tomar decisão que muda tudo

Agressão contra Rodrigo Castanheira pode provocar mudanças em processo pelo Ministério Público.

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A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, pode provocar uma mudança significativa no rumo do processo que investiga a agressão ocorrida em Vicente Pires, no Distrito Federal. Após o óbito do jovem, o Ministério Público do DF avalia a possibilidade de reclassificar o crime atribuído ao piloto Pedro Turra, inicialmente tratado como lesão corporal gravíssima, para uma tipificação mais severa.

Rodrigo estava internado em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro, quando foi violentamente agredido após uma briga na porta de um condomínio residencial. O quadro clínico do adolescente se agravou ao longo dos dias, e ele não resistiu às complicações decorrentes das agressões, fato que mudou o entendimento jurídico do caso.

Morte de Rodrigo Castanheira

O agressor segue detido no Centro de Detenção Provisória da Papuda, onde permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade prisional. A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o material ao Ministério Público, mantendo inicialmente a classificação de lesão corporal gravíssima, enquanto aguarda a nova análise.

Em nota divulgada neste domingo (8), a Promotoria informou que ainda não irá antecipar os termos finais da denúncia. “Concluída a fase investigativa, o Ministério Público analisa, com máximo rigor técnico e jurídico, todas as providências cabíveis, incluindo o oferecimento de denúncia na esfera criminal, com a adequada tipificação penal dos fatos”, afirmou o órgão.

Denúncia em caso que gera repercussão no Brasil

A denúncia deve ser apresentada nos próximos dias, e o processo corre sob sigilo judicial. O corpo de Rodrigo Castanheira foi velado na Igreja Batista Capital, no Setor de Clubes Sul, e sepultado no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em cerimônia marcada por forte comoção.