Um homem de 34 anos foi detido em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Ceilândia, sob suspeita de cometer violência sexual contra uma adolescente de 17 anos. O episódio ocorreu durante uma corrida por aplicativo realizada no período da manhã do último domingo.
A captura do condutor aconteceu logo após o ato, motivada pela denúncia imediata da vítima às autoridades competentes. O nome do indivíduo não foi divulgado pelas autoridades, o que impossibilitou a localização de sua defesa técnica para comentários sobre o caso até o fechamento desta matéria.
De acordo com as informações apuradas, a jovem retornava para sua residência quando o trajeto foi alterado de maneira abrupta. O motorista teria desviado da rota original, cancelado a viagem no sistema da plataforma e conduzido o veículo para uma região onde não havia sinal de telefonia móvel, impedindo a comunicação externa da passageira. A adolescente tentou enviar mensagens de socorro para a mãe, mas o envio falhou devido à falta de rede na localidade. Existem registros visuais feitos pela própria passageira que mostram o condutor segurando sua perna esquerda durante o deslocamento.
Ação policial e detenção
Após o ato, a passageira foi deixada nas proximidades de sua casa, a cerca de duas residências de distância. A mãe da vítima encontrou a filha chorando e relatou ter visualizado o momento em que o automóvel do suspeito deixava o local. Com base nas características físicas do homem e nos dados do veículo fornecidos na denúncia, a equipe policial iniciou as diligências. Em nota oficial, a Polícia Militar detalhou a operação: “Após buscas em endereços relacionados ao autor, o homem foi localizado pouco tempo após o fato. O suspeito, de 34 anos, foi detido e conduzido à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (DEAM II)”.
A empresa Uber, plataforma utilizada para a corrida, manifestou-se oficialmente sobre o ocorrido. A companhia confirmou que o perfil do motorista foi removido de sua base de dados e lamentou o episódio. Em comunicado, a empresa classificou como “inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual”. A nota enviada pela plataforma acrescenta ainda que “O motorista teve a conta desativada e a plataforma permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei”.
Suporte à vítima e procedimentos
Além da colaboração com as forças de segurança para a elucidação dos fatos, a empresa informou que todas as viagens realizadas pelo aplicativo são cobertas por um seguro específico para acidentes pessoais. A plataforma destacou também a existência de uma parceria com a organização MeToo Brasil, destinada a oferecer acolhimento e suporte psicológico especializado. Segundo a companhia, tanto a cobertura securitária quanto o canal de atendimento foram disponibilizados para a adolescente e seus familiares para o devido acompanhamento do caso.
