A investigação sobre a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, avançou e revelou que o responsável pela limpeza da piscina da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, era um manobrista do local. A informação foi confirmada pelo delegado Alexandre Bento, responsável pelo inquérito, que apura a intoxicação química ocorrida durante uma aula de natação no sábado (7).
Além da vítima fatal, outras quatro pessoas passaram mal, sendo que três seguem internadas em estado grave. De acordo com a polícia, o funcionário realizou a mistura de produtos químicos de forma inadequada dentro do ambiente da piscina.
No dia do ocorrido, ele teria combinado cloro com outro produto ainda não identificado em um balde e deixado o material ao lado da piscina, enquanto aguardava o término da aula. Nove pessoas estavam no local, incluindo alunos e o professor de natação, quando os gases começaram a se espalhar rapidamente.
Reação química pode ter causado a morte
A principal suspeita é de que uma reação química tenha liberado gases tóxicos, agravada pela falta de ventilação do ambiente fechado. Segundo o delegado, o plano do funcionário era aplicar a mistura após o fim da aula, já que a água estava bastante turva devido ao uso intenso.
“Ele esperava acabar a aula para jogar o produto na água que estava bastante turva, em razão do uso da piscina. Mas começaram a exalar os gases e as pessoas foram asfixiadas”, disse Alexandre Bento.
Polícia aponta negligência e espera laudos
Cinco pessoas foram consideradas vítimas diretas da ocorrência. Um adolescente de 14 anos permanece internado na UTI, respirando com auxílio de aparelhos, assim como o marido de Juliana, Vinicius Oliveira, que está em estado grave, porém estável.
Outras duas pessoas receberam atendimento médico e foram liberadas. A polícia apontou indícios claros de negligência e aguarda laudos técnicos para definir a responsabilização criminal. Além disso, foi constatado que a academia não possuía alvará de funcionamento. As investigações também apontaram instalações elétricas precárias e armazenamento inadequado de produtos químicos.
O local foi interditado pela prefeitura, que classificou o espaço como uma grave ameaça à integridade física de frequentadores e funcionários. Juliana será enterrada na tarde desta segunda-feira (9), no Cemitério da Quarta Parada, na zona leste da capital.
