O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) afirmou nesta terça-feira (10) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro vai apresentar um novo pedido de prisão domiciliar. A manifestação foi feita por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), em que o filho do ex-chefe do Executivo classificou a solicitação como uma medida urgente e necessária diante do estado de saúde do pai.
Na postagem, Carlos sustenta que o pedido tem base legal e caráter humanitário. “A defesa do meu pai apresenta hoje pedido reiterando a concessão de prisão domiciliar. Tanto o laudo da Polícia Federal quanto o laudo do médico assistente são categóricos ao apontar quase dez comorbidades relevantes e elevado risco de morte a que está submetido o presidente Jair Bolsonaro”, escreveu.
Laudos médicos entram no centro da estratégia jurídica
Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Um parecer médico elaborado por peritos da Polícia Federal reconheceu que o ex-presidente necessita de acompanhamento contínuo, mas concluiu que seu quadro clínico não inviabiliza a permanência no presídio. A avaliação oficial foi realizada em 20 de janeiro.
Mesmo com esse entendimento, a defesa insiste que o conjunto de doenças e limitações físicas exige tratamento fora do sistema prisional. Aliados políticos avaliam que a insistência no pedido busca sensibilizar o Judiciário e a opinião pública, explorando o argumento do risco à vida como elemento central da narrativa.
Condenação pesa contra pedido de flexibilização
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, resultado da condenação pela trama golpista envolvendo militares de alta patente após as eleições de 2022. O histórico do caso e a gravidade dos crimes são apontados por especialistas como fatores que dificultam qualquer flexibilização do regime.
Ainda assim, a nova investida da defesa promete manter o tema em evidência, ampliando o embate político e jurídico em torno do futuro do ex-presidente. A decisão agora está nas mãos da Justiça, que deverá avaliar se os argumentos apresentados justificam uma mudança no cumprimento da pena.
