A Polícia Civil do Tocantins prendeu o marido e as duas filhas de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, suspeitos de envolvimento no episódio que resultou na morte da servidora pública. O corpo foi localizado por um morador em 1º de janeiro de 2026, boiando no Rio Santa Tereza, em área rural, com sinais de ferimentos causados por arma branca e já em avançado estado de decomposição. A identificação oficial ocorreu quatro dias depois, após exames realizados pelo Instituto Médico Legal.
Deise era natural de Porangatu, em Goiás, e vivia em Palmeirópolis, onde atuava como funcionária pública e mantinha uma pequena fábrica de rodos. Familiares a descrevem como trabalhadora, generosa e muito presente na vida dos parentes, sempre disposta a ajudar. Segundo relatos, ela conciliava as atividades profissionais com dedicação à família e tinha planos pessoais para o ano de 2026.
Apuração policial e possível motivação
As prisões aconteceram mais de um mês após a descoberta do corpo, durante operação nas cidades de Palmas e Palmeirópolis. De acordo com a investigação, o crime pode ter relação com conflitos familiares ocorridos durante as festas de fim de ano. Os suspeitos também são investigados por possível tentativa de ocultação de provas, já que o corpo teria sido lançado no rio para dificultar o trabalho pericial.
Situação dos investigados
O marido, de 54 anos, e as filhas, de 26 e 31, cumprem prisão temporária pelo prazo inicial de 30 dias e permanecem à disposição da Justiça.
Um celular apreendido será submetido à perícia técnica para auxiliar na definição da participação de cada um. O caso segue sob sigilo enquanto a Polícia Civil reúne elementos para a conclusão do inquérito.
