A possível participação de Janja no desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, gerou tensão nos bastidores do Palácio do Planalto. A escola de samba vai homenagear Lula em pleno ano eleitoral, e a recomendação inicial da assessoria jurídica era para que integrantes do governo evitassem a exposição no evento.
Apesar da orientação, a primeira-dama teria insistido em desfilar. Segundo relatos de bastidores, o clima no Planalto ficou delicado diante da decisão. “Ela não cedeu. Então, o que resta é ir adaptando o script à vontade dela. Mas até agora ninguém deu qualquer parecer oficial, por escrito. O fato é que está todo mundo aqui tenso com esse desfile”, disse um assessor da Presidência ao colunista Lauro Jardim.
Janja causa preocupação
A preocupação gira em torno da repercussão política da presença de Janja na Sapucaí, especialmente fora dos grandes centros onde o carnaval tem forte apelo popular. Integrantes do governo avaliam que a imagem pode ser explorada por adversários em regiões consideradas estratégicas para a próxima eleição.
O marqueteiro João Santana também comentou o assunto em suas redes sociais e alertou para possíveis desdobramentos. “Imagine qual será a reação no interior de São Paulo e em outros bolsões do Sudeste e do Sul onde Lula precisa desesperadamente de votos. Imagine no meio evangélico”, afirmou, listando os pontos negativos do desfile de Janja.
Ano de eleição
Lula tem o desafio de se eleger presidente do Brasil pela quarta vez neste ano. O principal adversário dele deve ser o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso depois de ser condenado por mais de 27 anos pela trama golpista. Pesquisas recentes mostram Flávio crescendo e Lula mantido na primeira posição.
