Jornalista que morreu aos 31 anos sentiu dores nas costas, pensou que era hérnia, mas era câncer agressivo

Flávia ficou internada por quase 10 dias, não resistiu e morreu de falência múltipla de órgãos.

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A jornalista Flávia Morena de Area Leão Bacelar, de 31 anos, morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos e insuficiência cardíaca provocadas por um câncer avançado e agressivo. A causa da morte foi confirmada pela família. Flávia faleceu na quinta-feira (12), no Hospital de Terapia Intensiva (HTI), localizado no bairro Piçarra, Zona Sul de Teresina.

Ela estava internada desde o dia 4 de fevereiro, após procurar atendimento médico por causa de fortes dores na coluna. Segundo o irmão da jornalista, o cantor Luís Paulo Cochá, exames realizados durante a internação identificaram nódulos no fígado. As lesões teriam provocado dores intensas nas costas, o que levou Flávia a acreditar inicialmente que se tratava de uma hérnia.

Flávia foi medicada para a hérnia

De acordo com o irmão, a medicação prescrita para aliviar os sintomas pode ter dificultado a identificação precoce da doença. “Acabou mascarando a doença”, afirmou Luís Paulo Cochá. Ele também relatou que, há cerca de 10 meses, Flávia havia passado por um procedimento para retirada de mioma no útero, ocasião em que exames não apontaram alterações preocupantes.

A família acredita que o câncer evoluiu de forma extremamente rápida. “Não se tem certeza da origem do câncer”, concluiu o irmão. O hospital foi procurado para comentar a evolução clínica da paciente, mas não se manifestou até a última atualização.

Velório e sepultamento

O corpo de Flávia foi velado em uma funerária no bairro Piçarra e sepultado no Cemitério São José, no bairro Matinha, Zona Norte da capital. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí lamentou a morte em nota oficial. “O Sindjor-PI, ao tempo em que lamenta, presta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Flávia Bacelar, que vivenciam a dor da perda”, escreveu a entidade.