Lucas Pinheiro Braathen entrou para a história do esporte brasileiro ao conquistar a medalha de ouro no slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, neste sábado (14). Aos 25 anos, o atleta garantiu não apenas o primeiro ouro do Brasil em Olimpíadas de Inverno, mas também a primeira medalha da América do Sul na história da competição. O feito coloca o esquiador em um novo patamar dentro do esporte nacional e internacional.
Na prova, Lucas somou o tempo total de 2m25s após duas descidas consistentes. Na segunda, marcou 1m11s08, consolidando a vitória. Na primeira descida, já havia mostrado superioridade ao registrar 1m13s92, sendo o único competidor a ficar abaixo de 1 minuto e 14 segundos naquela etapa. Ele terminou 0s95 à frente do suíço Marco Odermatt na parcial inicial, vantagem que foi determinante para assegurar o lugar mais alto do pódio.
Pódio nos Jogos Olímpicos de Inverno
O pódio foi completado por dois atletas da Suíça. Além de Odermatt, que fechou com 2m25s58, Loic Meillard garantiu o bronze com o tempo total de 2m26s17. Mesmo diante de adversários tradicionais da modalidade, Lucas manteve regularidade e controle emocional para confirmar o resultado histórico.
A conquista supera a melhor campanha anterior do Brasil em Jogos de Inverno, que havia sido o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Jogos Olímpicos de Inverno de Turim 2006. O ouro de 2026 inaugura uma nova fase para os esportes de neve no país, ampliando a visibilidade da modalidade e pode inspirar uma nova geração de atletas.
Atleta brasileiro vai receber bolada
Além do feito esportivo, há também a premiação financeira. O Comitê Olímpico do Brasil paga R$ 350 mil por cada medalha de ouro conquistada em Jogos Olímpicos. Com a vitória em Milão-Cortina, Lucas Pinheiro Braathen assegura não só um marco histórico, mas também a recompensa prevista pela entidade, reforçando o impacto esportivo e financeiro da conquista.
