Eduardo vem a público e faz alerta sobre risco de vida envolvendo Flávio Bolsonaro: ‘Já foram vários…’

Ex-deputado menciona histórico de ataques contra políticos de direita nas Américas em publicação direcionada ao irmão senador.

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Eduardo Bolsonaro, atualmente radicado nos Estados Unidos, utilizou seu perfil na plataforma X para emitir um alerta público direcionado ao seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro. A mensagem foca na necessidade de atenção redobrada com a segurança pessoal do parlamentar, sugerindo a existência de riscos à sua integridade física. O ex-deputado contextualizou o aviso citando episódios de violência direcionados a políticos do espectro ideológico de direita no continente americano, em um movimento que busca associar a imagem do senador a figuras internacionais que sofreram atentados recentes ou passados, visando criar um paralelo com o cenário político brasileiro atual.

O contexto político em que a declaração se insere apresenta Jair Bolsonaro cumprindo pena privativa de liberdade, o que altera significativamente a dinâmica de liderança dentro do grupo político familiar. Eduardo, que no momento não exerce mandato eletivo e observa o desenrolar de questões judiciais, busca manter a relevância do clã no debate público nacional. A estratégia adotada remete aos acontecimentos da campanha de 2018, sugerindo que o risco de violência física contra representantes desse grupo político permanece latente. A manifestação ocorre justamente em um período de articulação e fortalecimento de nomes para as eleições presidenciais de 2026.

Comparação com líderes internacionais

Na publicação realizada nas redes sociais, Eduardo estabeleceu uma linha do tempo de episódios violentos para justificar sua preocupação com o irmão. Ele listou nomes de políticos que foram alvos de ataques em diferentes países e anos, misturando casos onde as vítimas faleceram com situações de tentativas de crime contra a vida. Em sua postagem, Eduardo escreveu: “O mesmo conselho que falei a Flávio Bolsonaro: olho na sua segurança. Já foram vários presidenciáveis de direita nas Américas assassinados ou tentados. Miguel Uribe (2025), Donald Trump (2024), Fernando Villavicencio (2023), Jair Bolsonaro (2018), Alvaro Uribe (2002)”.

A narrativa construída pelo ex-parlamentar tenta estabelecer uma correlação direta entre os diferentes eventos citados, independentemente de seus contextos geográficos, motivações específicas ou distanciamento temporal. Ao agrupar ocorrências que vão desde o início dos anos 2000 até o presente ano de 2026, o objetivo discursivo aparenta ser a criação de uma percepção de perseguição sistêmica e coordenada contra lideranças conservadoras nas Américas. Essa abordagem visa mobilizar a base de apoio militante e manter o eleitorado em estado de vigilância quanto à integridade física dos membros da família Bolsonaro, reforçando a polarização política.

Estratégias para o pleito futuro

Observadores do cenário político interpretam a movimentação como parte integrante da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. A evocação da memória do episódio ocorrido com Jair Bolsonaro em 2018 serve como capital político, buscando transferir a comoção e a solidariedade daquele evento para a figura do senador. A tática de antecipar publicamente possíveis riscos à segurança é utilizada para blindar a candidatura, gerar engajamento nas redes sociais e reiterar temas de segurança pública e vitimização política que são característicos do discurso do grupo, preparando o terreno para os debates eleitorais que se aproximam.