Mãe faz alerta após bebê engolir peça de brinquedo muito comum entre as crianças; ele foi parar no hospital

Renata Porto relatou que o filho Pedro ficou 12 horas com o objeto no esôfago; caso ocorreu em Goiânia e serve de alerta para pais sobre baterias.

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Uma mãe de Goiânia (GO) utilizou as redes sociais para alertar outros pais sobre os perigos ocultos em brinquedos infantis após seu filho de apenas 1 ano, Pedro, ingerir acidentalmente uma bateria.

Ela citou como exemplo de risco a lousa mágica, item comum entre crianças para desenhar, que possui um compartimento de energia pouco resistente. Renata Porto, gerente de mídia e influenciadora, relatou o susto vivido pela família quando o pequeno precisou de atendimento médico urgente. Segundo ela, o diagnóstico demorou a ser confirmado, o que agravou a situação clínica da criança. Em entrevista à Revista Crescer, a mãe destacou a gravidade do episódio: “Ele ficou 12 horas com a bateria dentro do corpo”.

O incidente teve início na manhã de 13 de janeiro, quando Renata estava no trabalho e recebeu uma ligação da babá informando que o menino havia engasgado. A funcionária realizou a manobra de desengasgo, mas não encontrou nenhum objeto, apenas secreções. A mãe descreveu o momento de tensão ao receber a notícia à distância: “No telefone, perguntei de forma bem enfática se ele estava respirando e ela me afirmou que sim. Eu fiquei mais ‘tranquila’”. Ao retornar para casa, no entanto, os pais notaram que o comportamento da criança estava alterado, ficando “molinho”. “Embora ele estivesse respondendo quando chamávamos, ele estava molinho e com excesso de saliva. Era muita saliva mesmo”, detalhou Renata.

Dificuldade no diagnóstico e transferência

A família buscou orientação com um médico conhecido, e uma radiografia revelou um objeto alojado no esôfago de Pedro. Inicialmente, os pais descartaram a possibilidade de ser uma bateria, acreditando se tratar de outro material, o que influenciou a triagem hospitalar e reduziu a classificação de urgência do caso. “Achamos que era uma peça de brinquedo grande, de plástico. Ele vivia com ela na boca, mas, pelo tamanho, não achávamos que ele conseguiria engolir. Na hora, foi nossa primeira hipótese”, explicou a mãe. Diante da demora para a realização do procedimento de retirada em um hospital infantil, a família optou por buscar outra unidade de saúde. “Mas estávamos incomodados com essa espera e resolvemos ir para outra instituição médica, focada em aparelho digestivo”, afirmou.

Durante o atendimento na nova unidade, a equipe médica identificou que a remoção seria complexa devido ao tempo de exposição e à reação do organismo ao corpo estranho. O procedimento precisou ser interrompido inicialmente pois, segundo o relato médico repassado à mãe, “já havia se criado um tecido em torno do tal objeto”. A bateria causou necrose no local e havia risco iminente de perfuração do esôfago. Renata chegou a duvidar da origem do objeto, pois acreditava que não havia itens com bateria acessíveis em casa: “O único lugar que tinha bateria, assim, mais fácil, era a balança do banheiro, que, ainda assim, fica em um lugar inacessível”.

Recuperação e alerta de segurança

Após a remoção bem-sucedida, a criança permaneceu sob cuidados intensivos para monitorar possíveis complicações, como infecções ou a necessidade de alimentação parenteral. “Eu e meu esposo ficamos bastante preocupados porque não é simples. É bastante perigoso. Tem risco de infecção”, desabafou Renata. Felizmente, exames posteriores descartaram a perfuração do órgão, permitindo a alta médica após quase uma semana de internação. “Ficamos 6 dias no hospital, de terça a domingo”, contou. Agora, a mãe reforça a importância de considerar o pior cenário em acidentes similares: “Se seu filho passar por um episódio de engasgo e você achar que desengasgou, mas não tiver visto o objeto expelido, vá com ele para a emergência. Além disso, se você não viu o que seu filho ingeriu, sempre tem chance de ser bateria. Então, você sempre vai responder que sim, no atendimento médico”.