A morte do ator Eric Dane, aos 53 anos, trouxe novamente atenção para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa rara e progressiva. Conhecido mundialmente por interpretar Mark Sloan na série Grey’s Anatomy, o artista faleceu na quinta-feira (19), conforme comunicado divulgado à imprensa. O caso despertou interesse do público sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos disponíveis para a enfermidade.
A ELA é caracterizada pela degeneração gradual dos neurônios motores responsáveis pelos movimentos voluntários. Esses neurônios estão localizados no cérebro e na medula espinhal, e sua perda provoca comprometimento progressivo da mobilidade. A causa exata da doença ainda não é totalmente conhecida, o que dificulta estratégias de prevenção e torna o diagnóstico um processo complexo e demorado para muitos pacientes.
Principais sintomas da doença que tirou a vida de ator de Grey’s Anatomy
Entre os principais sintomas da ELA, a fraqueza muscular costuma ser o primeiro sinal percebido. Com a evolução do quadro, podem surgir rigidez muscular, atrofia, cãibras, espasmos, tremores e reflexos exagerados. Em alguns casos, também há dificuldade para falar, engolir e respirar. Devido à variedade de manifestações, pacientes frequentemente passam por diversos especialistas antes da confirmação diagnóstica.
Tratamento de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
O tratamento da ELA é multidisciplinar e tem como foco a qualidade de vida e o controle dos sintomas. Médicos trabalham em conjunto com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais para manter a autonomia do paciente pelo maior tempo possível. Embora não exista cura, medicamentos e intervenções terapêuticas ajudam a retardar a progressão e reduzir complicações.
Pesquisas recentes apontam caminhos promissores, incluindo medicamentos que reduzem a toxicidade do glutamato e estudos em terapia gênica. Experimentos com modelos animais indicam potencial para desacelerar a doença e, futuramente, ampliar possibilidades de reversão. Apesar dos desafios, os avanços científicos seguem trazendo esperança para pacientes e familiares que convivem com a ELA.
