O presidente norte-americano Donald Trump confirmou, neste sábado (28/2), que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, faleceu. A declaração foi realizada por meio de uma publicação na plataforma Truth Social, sucedendo uma série de ofensivas militares coordenadas entre os Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. A operação, descrita como uma medida para neutralizar ameaças nucleares, atingiu diversos pontos estratégicos, incluindo a residência oficial utilizada para recepção de autoridades em Teerã. Imagens divulgadas indicam danos severos ao complexo residencial do aiatolá.
Em sua manifestação digital, o republicano classificou o ocorrido como um momento decisivo para a nação persa, argumentando que forças de segurança locais estariam buscando imunidade. Trump escreveu: “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”. Ele acrescentou que esta representa a “maior chance para o povo iraniano recuperar seu país”, incentivando um diálogo entre militares e civis.
Detalhes da operação fúria épica e impactos
Informações veiculadas pela mídia local indicam que os bombardeios resultaram em 201 vítimas fatais e deixaram 747 feridos. A ofensiva, denominada por Israel como “Operação Fúria Épica”, alcançou 24 das 31 províncias iranianas. Além do líder supremo, o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, também faleceram durante as incursões aéreas. O governo dos Estados Unidos justificou a ação militar alegando a necessidade de eliminar riscos associados a armamentos nucleares supostamente mantidos pelo regime, após o fracasso de negociações diplomáticas recentes.
Em resposta às investidas ocidentais, o regime de Teerã lançou contra-ataques a 14 bases militares norte-americanas situadas no Oriente Médio, abrangendo países como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita. Até o momento da publicação de Trump, as autoridades iranianas ainda não haviam emitido um comunicado oficial validando que o líder máximo faleceu, embora tenham prometido reagir e ameaçado as forças armadas americanas. O cenário de tensão escalou rapidamente após o encerramento das tratativas na sexta-feira anterior, sem progressos no desmantelamento do programa nuclear iraniano.
Continuidade das ações militares e histórico
Donald Trump assegurou que as operações aéreas persistirão pelo tempo necessário. Ele declarou: “Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece […]. Os bombardeios pesados e precisos, contudo, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”. Ali Khamenei, que tinha 86 anos, comandava o país desde 1989, acumulando funções políticas e religiosas, e mantinha postura de oposição aos interesses norte-americanos e israelenses.
