O samba mineiro amanheceu de luto em 2 de março de 2026. A cantora e compositora Adriana Araújo faleceu aos 49 anos após complicações de um aneurisma cerebral. A confirmação veio pela equipe da artista e rapidamente mobilizou fãs e colegas. Reconhecida como uma das vozes mais fortes do gênero em Minas Gerais, ela tinha ligação direta com a comunidade da Pedreira Prado Lopes e defendia a cultura popular como parte central da sua trajetória.
O aneurisma cerebral ocorre quando há uma fragilidade na parede de um vaso sanguíneo do cérebro, formando uma dilatação com risco de rompimento. Em muitos casos, não apresenta sintomas prévios. O problema é mais comum em adultos e mulheres e pode ser identificado por exames de imagem. Quando há ruptura, ocorre hemorragia grave, considerada emergência médica, com necessidade de intervenção imediata.
Fatores de risco e sintomas
Hipertensão, tabagismo e histórico familiar estão entre os principais fatores associados. Quando o aneurisma se rompe, os sinais costumam ser súbitos e intensos. Dor de cabeça forte e repentina, vômitos, perda de consciência e dificuldade de movimentar um lado do corpo estão entre os sintomas descritos pela literatura médica. Parte dos pacientes não chega a receber atendimento hospitalar a tempo, o que mostra a gravidade do quadro.
Despedida e legado
Natural da Lagoinha, ela iniciou a carreira no grupo Simplicidade Samba e depois seguiu em carreira solo. Em 2021, lançou o álbum Minha Verdade, reforçando sua identidade artística. Tornou-se presença constante na Virada Cultural, no Carnaval de Rua e nas tradicionais rodas de samba do Bar do Cacá. Também dividiu palco com nomes como Jorge Aragão e Leci Brandão, ampliando seu reconhecimento.
O velório foi marcado para a Quadra da Escola Unidos dos Guaranis, com sepultamento reservado à família. A morte da artista mobilizou admiradores e colegas do meio musical. O caso reforça a importância do acompanhamento médico, já que sobreviventes podem apresentar sequelas motoras e cognitivas. Adriana deixa o marido, Evaldo Araújo, e um filho de 13 anos, encerrando uma trajetória que ainda estava em crescimento no cenário cultural mineiro.
