Bolha de calor deixa o Brasil em alerta

O fenômeno castigará alguns países da América do Sul nos próximos dias, elevando a temperatura.

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O fenômeno climático conhecido como bolha de calor é uma massa de ar quente originada por um bloqueio atmosférico estabelecido entre a Argentina e o Paraguai. Segundo informações da Climatempo, este evento meteorológico cria uma estrutura semelhante a uma tampa de panela que concentra o calor na região afetada.

Essa configuração provoca um grande impacto em áreas próximas, como o Oeste do Sul do Brasil, ao desviar sistemas meteorológicos como frentes frias. O fenômeno ocorre quando massas de ar quente se expandem verticalmente, formando uma cúpula de alta pressão que aquece a atmosfera.

A combinação do calor intenso com a alta umidade típica do período resulta em uma sensação térmica de abafamento devido à grande quantidade de vapor d’água no ar. Tais eventos, caracterizados pelo bloqueio atmosférico de alta pressão, podem persistir por semanas consecutivas.

Dinâmica do bloqueio

O núcleo mais intenso da bolha de calor permanece fora do território brasileiro, registrando temperaturas que atingem 43°C no norte da Argentina e no Paraguai. A alta pressão atmosférica impede o deslocamento de sistemas climáticos, mantendo o ar aquecido na superfície terrestre por longos períodos.

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Esses eventos extremos podem ocorrer em qualquer época do ano, sendo capazes de gerar ondas de calor até mesmo durante o inverno. A estabilidade das altas pressões atmosféricas, onde a pressão do ar é maior do que no seu entorno, define a intensidade dessas condições climáticas.

Variações de temperatura

Quando o calor acima do normal entra em ação, ele influencia as temperaturas em várias regiões, variando entre condições mais amenas e severas. A expansão vertical das massas de ar quente é o fator determinante para a manutenção desse padrão atmosférico sobre as áreas atingidas.

O bloqueio mantém uma alta pressão por pelo menos cinco dias seguidos em áreas onde a pressão do ar é maior que a do redor. O fenômeno dissipa a cobertura de nuvens no local, intensificando ainda mais a incidência de radiação solar sobre a superfície.