A Meta decidiu implementar uma cobrança para o uso de chatbots de inteligência artificial dentro do WhatsApp no Brasil. A medida afeta serviços como ChatGPT, Copilot, Zapia e Luzia, que utilizam a infraestrutura do aplicativo para interagir com os usuários.
Essa decisão surge após um desdobramento de uma disputa entre a empresa de Mark Zuckerberg e desenvolvedores que utilizam a plataforma para distribuição. O impacto da mudança pegou diversas companhias de surpresa, pois muitas só tomaram conhecimento ao serem consultadas pela imprensa.
Os valores de cobrança por mensagem variam entre R$ 0,02 e R$ 0,33, dependendo do volume de acessos realizados. Embora o custo unitário pareça reduzido, o montante total no atacado pode atingir a casa dos milhões de reais para empresas com grande fluxo de interações.
Detalhes técnicos e financeiros da cobrança
A cobrança foi motivada por uma decisão recente do tribunal do Cade, que analisou o funcionamento dessas ferramentas no ambiente digital. Para um pacote de 100 milhões de mensagens, a fatura total mensal pode chegar a mais de R$ 2,9 milhões, considerando as faixas de preço estabelecidas pela Meta.
Algumas provedoras de inteligência artificial alegam que esses pagamentos contrariam diretrizes anteriores do Cade que permitiam a operação dos chatbots. Em contrapartida, outras empresas afetadas já sinalizam que a operação no aplicativo pode se tornar inviável, cogitando encerrar suas atividades na plataforma.
Impacto nas operações e posicionamento
A alteração nas regras da versão corporativa do WhatsApp foi justificada pela Meta como uma medida para preservar a finalidade original da ferramenta. A companhia sustenta que o aplicativo é destinado para negócios e que o alto volume de mensagens trocadas por IAs sobrecarrega seus sistemas internos.
Até o momento, a Microsoft, proprietária do Copilot, informou que não faria comentários sobre a nova política de cobrança da Meta. O cenário atual aponta para uma reestruturação do uso dessas tecnologias dentro dos serviços de mensageria, conforme reportado pela coluna de Guilherme Amado, no portal Metrópoles.
