A música e a cultura popular brasileira sofreram uma grande perda e amanheceram de luto. Foi confirmado na madrugada deste domingo, dia 08 de março, o falecimento do compositor e percussionista Marcelo Pretto, integrante histórico do grupo Barbatuques. O músico estava internado no Hospital Alvorada, recebendo acompanhamento clínico.
De acordo com o comunicado emitido pelo próprio grupo, o artista enfrentava um quadro grave de diabetes. Infelizmente, o músico sofreu sérias complicações de saúde decorrentes da doença, não resistiu e teve o óbito confirmado. A equipe lamentou profundamente a partida, destacando o vasto legado musical deixado por ele e ressaltando que o amigo sempre foi e continuará sendo uma forte inspiração.
Trajetória, preservação cultural e o apelido Mitsu
Nascido em 17 de setembro de 1967, Marcelo Pereira Neves Pretto construiu uma ampla carreira ligada à música popular e era carinhosamente chamado pelos parceiros de grupo de Mitsu. A sua jornada artística ganhou projeção e consolidou a sua identidade sonora quando ele se juntou ao Barbatuques, no ano de 1999.

Paralelamente, ele também era membro ativo do d’A Barca, um importante projeto focado em pesquisa, preservação e reinvenção das tradições musicais do país. Atuando de forma versátil e incansável, o compositor esteve por trás da criação e gravação de mais de 50 discos, englobando projetos brasileiros e internacionais ao longo de sua vida.
Parcerias de peso e último lançamento da carreira
Como cantor, Marcelo Pretto construiu pontes e dividiu palcos e faixas com grandes nomes da indústria, a exemplo de Zeca Baleiro, Mariana Aydar e Siba, além de estabelecer colaborações estrangeiras com a cantora francesa Camille e o espanhol Carlos Nuñez. Deixando a sua marca final registrada, o seu último single, intitulado Uma Voz Além, foi lançado recentemente, no ano de 2024.
