A investigação sobre a morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior ganhou novos elementos após depoimentos prestados à polícia sobre o caso ocorrido no Autódromo de Interlagos, localizado na Zona Sul de São Paulo. O corpo do homem de 36 anos foi encontrado no dia 3 de junho de 2025, quatro dias após o desaparecimento, dentro das dependências do autódromo, onde ele havia participado do evento de motociclismo Suhai Duas Rodas.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo, o corpo foi localizado por funcionários que trabalhavam em uma obra no local. A vítima estava dentro de um buraco e tinha sobre si o capacete que utilizava durante o evento. A câmera acoplada ao equipamento, que registraria imagens da participação no encontro de motociclistas, não foi encontrada.
Inquérito policial traz detalhes sobre o caso
De acordo com o inquérito policial, ao menos dez pessoas já prestaram depoimento sobre o caso. Entre elas está uma testemunha protegida pela Justiça que trabalhava no autódromo no dia do desaparecimento. A pessoa relatou ter ouvido comentários entre seguranças sobre uma possível confusão envolvendo vigilantes do evento na noite em que o empresário sumiu.
Durante o depoimento, a testemunha afirmou que um segurança comentou sobre uma suposta agressão. “Isso vai dar muito pano pra manga. O segurança foi dar um mata-leão no cara”, teria dito o vigilante, segundo o relato apresentado à polícia.
Esposa de Adalberto foi até o autódromo procurar o marido
A investigação também reúne depoimentos da esposa da vítima, Fernanda Grando Dândalo. Ela afirmou que esteve no autódromo após perceber o desaparecimento do marido e chegou a procurar informações com funcionários e seguranças.
Em determinado momento, questionou um vigilante sobre a presença do carro do empresário no local e recebeu a informação de que o veículo não estava estacionado ali. Horas depois, no entanto, ela própria localizou o automóvel na área próxima ao Kartódromo, nas imediações do Portão 9.
