A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passou a ser investigada como caso suspeito após detalhes encontrados na cena onde o corpo foi localizado. A vítima foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite, no dia 18 de fevereiro.
De acordo com o relato do marido à polícia, ele estava no banheiro quando ouviu um barulho vindo do interior do imóvel. Ao sair do local, encontrou a esposa já sem vida. Inicialmente, a hipótese considerada foi a de suicídio, mas elementos observados por socorristas levantaram dúvidas sobre o ocorrido.
Situação estranha na morte de policial
Um sargento do Corpo de Bombeiros que participou do atendimento afirmou ter estranhado a posição da arma encontrada na mão da vítima. Antes de iniciar o socorro, ele registrou imagens da cena por considerar que alguns elementos não eram compatíveis com situações comuns de suicídio envolvendo arma de fogo.
Especialistas em perícia criminal também analisaram o caso e apontaram fatores considerados incomuns. Entre eles está a forma como a arma foi encontrada na mão da vítima. “A arma está muito bem encaixada na mão e isso é estranho”, afirmou Francisco Helmer.
Ausência de sangue na mão da PM
Outro ponto levantado por peritos é a ausência de marcas de sangue na mão que segurava a arma. Segundo especialistas, esse tipo de vestígio costuma aparecer quando uma pessoa dispara contra si mesma. A investigação segue em andamento para determinar as circunstâncias da morte da policial.
