Refrigerante teria causado intoxicação em cinco pessoas da mesma família, incluindo três crianças

Vítimas relataram gosto metálico e desmaios após consumo de produto com validade apagada; polícia investiga.

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Uma ocorrência registrada no município de Ecoporanga, localizado no interior do estado do Espírito Santo, envolveu cinco integrantes de uma mesma família que necessitaram de atendimento médico urgente após o consumo de uma bebida.

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O episódio aconteceu na última quinta-feira (12), quando o grupo ingeriu um refrigerante adquirido em um estabelecimento comercial da região. Entre as vítimas afetadas pela ingestão do produto estão três crianças, com idades de 8, 10 e 11 anos, além de uma adolescente de 14 anos e um homem adulto de 43 anos. As autoridades locais foram notificadas sobre a situação para acompanhar o desenrolar do caso e garantir a segurança dos envolvidos no incidente.

Relatos fornecidos pelos familiares indicam que os sintomas surgiram pouco tempo após o consumo da bebida. A avó das crianças foi a responsável pela compra do produto no bar. Segundo informações repassadas pela mãe das vítimas à imprensa local, as crianças perceberam um gosto metálico estranho assim que beberam o líquido.

Logo na sequência, o grupo começou a apresentar um quadro clínico que incluiu tontura severa, náuseas, fortes dores na região abdominal e cefaleia. A reação física foi intensa a ponto de, durante o deslocamento para a unidade de saúde, algumas das vítimas chegarem a perder a consciência momentaneamente.

Procedimentos de análise pericial

A Polícia Militar foi acionada para prestar suporte ao Conselho Tutelar no gerenciamento da ocorrência e na coleta de evidências. Um dos pontos centrais da investigação preliminar recai sobre a garrafa do refrigerante consumido pela família. De acordo com os parentes, o recipiente estava devidamente lacrado no momento da compra, contudo, foi constatado que as informações essenciais, como o número do lote e a data de validade, estavam apagadas da embalagem. O objeto foi recolhido pelos agentes de segurança e encaminhado para uma perícia técnica detalhada, que terá o objetivo de identificar se houve contaminação do líquido e qual substância poderia ter causado as reações adversas observadas.

Após o transporte de emergência, todas as cinco vítimas foram admitidas em hospitais da região para receberem os cuidados médicos necessários visando a estabilização do quadro de intoxicação. As equipes de saúde realizaram os procedimentos adequados e o monitoramento dos sinais vitais dos pacientes durante o período de internação.

Apesar da intensidade dos sintomas iniciais relatados, como os desmaios e as dores agudas, todos os integrantes da família responderam ao tratamento médico. Após o período de observação clínica, o grupo recebeu alta hospitalar e foi liberado para continuar a recuperação em sua residência.

Posicionamento da empresa envolvida

O Grupo Coroa, fabricante da bebida citada no incidente, emitiu um comunicado oficial abordando o ocorrido. A empresa declarou que não houve acionamento oficial sobre a ocorrência até o momento e que não consta nenhum registro de reclamação em seus canais de atendimento ao consumidor (SAC) referente a este caso específico.

Na nota divulgada, a companhia enfatizou que preza rigorosamente pela qualidade e segurança de seus produtos, mantendo processos de controle e monitoramento em todas as etapas de produção. A fabricante informou ainda que permanece à disposição para eventuais esclarecimentos e que, caso seja notificada formalmente, tomará as medidas cabíveis para apurar os fatos com responsabilidade e transparência.